Uma em cada cinco crianças e adolescentes sofreu ao menos uma forma de exploração e abuso sexual facilitada pela tecnologia
Estudo revela que uma em cada cinco crianças e adolescentes sofreu abuso pela Internet Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância revelou que uma ...
Estudo revela que uma em cada cinco crianças e adolescentes sofreu abuso pela Internet Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância revelou que uma em cada cinco crianças e adolescentes sofreu ao menos uma forma de exploração e abuso sexual facilitada pela tecnologia. E menos de 1% dos casos chegou às autoridades. O estudante Felipe de Assis não se esquece da dor de uma colega, vítima de crime sexual na internet: “Foram vazadas fotos de nudez, uma coisa tão privada que está sendo divulgada”, conta. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A pesquisa do Unicef, em parceria com a Interpol, foi feita com crianças e adolescentes de 12 a 17 anos, em 21 países, e mostra que quase 60% dos casos de abuso sexual facilitado pela tecnologia aconteceram em redes sociais e aplicativos de mensagem, 14% em jogos online, 14% disseram ter recebido imagens sexuais sem pedir, 9% receberam pedidos para mandar imagens ou vídeos de uma parte íntima do corpo e 5% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de imagens sexuais. Luiza Fachin Teixeira, especialista do Unicef em proteção contra violências, diz que o Brasil tem uma boa legislação, mas é preciso avançar mais: “Entrou em vigor o ECA Digital, que é uma legislação de vanguarda. O que a gente precisa agora é olhar para a prevenção, como que a gente conscientiza as famílias, as escolas e as próprias crianças e adolescentes de que, sim, a internet traz oportunidades e acesso à informação e direito à expressão, porém, também traz muitos perigos e eles precisam ser conhecidos e prevenidos”. Uma em cada cinco crianças e adolescentes sofreu ao menos uma forma de exploração e abuso sexual facilitada pela tecnologia Jornal Nacional/ Reprodução Ainda segundo o levantamento do Unicef, 34% das vítimas nunca contaram sobre o abuso virtual para alguém, 24% contaram para um amigo e 12% para a mãe. São tantos riscos, que uma escola de Belo Horizonte trouxe neste ano o assunto para a grade curricular. A aula, com um especialista em direito criminal, mostra para estudantes do ensino médio como eles podem se proteger no ambiente virtual. O professor Lucas Andrade orienta os jovens em sala de aula e diz que os pais devem acompanhar as redes dos filhos de perto. “A verdade é que a internet hoje não é terra de ninguém. Ela é uma terra regulada por leis, por normas. É um problema criminal. Não é só um problema de escola. Precisa ser feita a ocorrência, a denúncia ao Ministério Público”, afirma Lucas Andrade, professor de Ciência do Direito. A estudante Clara Westin estuda usando a web, tem rede social, mas em segurança: “A minha mãe me protegeu, colocando um controle parental. Eu também nunca dormi com o celular no quarto. Isso não me impede de aproveitar, de ter contato com os meus amigos. Porque realmente a rede social é uma ponte. Ela é uma ajuda na socialização”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional